Morre o Pastor e Cantor Marquinhos Menezes, aos 56 Anos

Líder da ADVEC de Niterói faleceu após dois anos de tratamento contra um câncer. Sua igreja fez vigílias na porta do hospital até o fim.

BOLETIM DA MESA

Wender Gabriel

8/19/20262 min read

Imagem: Reprodução Instagram

O que aconteceu

O pastor Marquinhos Menezes, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, morreu na quinta-feira, 13 de agosto, após aproximadamente dois anos de tratamento contra um câncer no estômago. Ele estava internado no Complexo Hospitalar de Niterói e teve o quadro agravado nas últimas semanas. A morte foi confirmada pela esposa, a pastora e cantora Lilian Azevedo, que citou a passagem de Paulo a Timóteo sobre ter combatido o bom combate e guardado a fé. Marquinhos deixa a esposa e a filha do casal, Sophia

Quem foi

Antes do pastorado, Marquinhos construiu uma trajetória longa na música cristã. Começou os estudos musicais aos quatorze anos, integrou a banda Rhema Jireh e atuou como backing vocal e produtor de voz em projetos do segmento gospel. Assumiu a direção da unidade da ADVEC em Charitas quando o templo foi inaugurado, em setembro de 2022, com capacidade para cerca de três mil pessoas, passando a conciliar a experiência musical com pregação, aconselhamento e liderança.

Repercussão

Nas semanas anteriores, membros da ADVEC de Niterói se reuniram diante do hospital para vigílias, com orações e louvor. Após a confirmação da morte, cantoras como Cassiane e Eyshila publicaram homenagens, lembrando a convivência e descrevendo Marquinhos como pregador, compositor, produtor e amigo próximo de muita gente. O culto fúnebre foi realizado na sexta-feira, 14, no Crematório São Francisco, no Rio de Janeiro.

Análise do Boletim da Mesa

Um detalhe desta cobertura merece ser sublinhado, porque diz mais do que parece.

Em 6 de agosto, uma semana antes da morte, a esposa publicou um vídeo informando que o marido estava em cuidados paliativos e pedindo oração. Não houve promessa de cura garantida nem constrangimento diante do agravamento. Houve o relato honesto de uma família cristã diante da morte que se aproximava.

Isso é raro entre nós e vale nomear. Boa parte da nossa cultura de fé aprendeu a tratar o diagnóstico terminal como falha de alguém: falta de fé do enfermo, falha de quem intercedeu, ausência de uma palavra específica. É uma teologia cruel, e ela cobra o preço mais alto justamente de quem já está pagando caro.

A ortodoxia aqui é simples e antiga. Deus cura, e nós pedimos. Deus também recolhe, e nós continuamos crendo. O texto que a viúva escolheu para anunciar a morte do marido não é um texto de vitória sobre a doença, é de fidelidade até o fim da carreira. Paulo o escreveu sabendo que ia morrer.

Juntos à Mesa refletimos que:

Nem toda vigília termina em cura, e nem por isso foi desperdiçada. A fé que só sabe celebrar o milagre ainda não aprendeu a acompanhar o irmão até a porta, e é ali que a igreja mais precisa saber estar.

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