Domingo de Ramos na Nigéria: Quando a Palma Vira Cruz
Enquanto o mundo cristão celebrava a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, homens armados massacravam cristãos na Nigéria. O martírio não é história do passado. É notícia de hoje. E a Igreja no Brasil precisa saber disso.
BOLETIM DA MESA
Wender Gabriel
4/1/20262 min read
No dia 29 de março de 2026, enquanto igrejas em todo o mundo levantavam palmas e cantavam hosanas celebrando o Domingo de Ramos, a comunidade cristã de Angwan Rukuba, em Jos, no estado de Plateau, na Nigéria, vivia uma cena de horror. Homens armados invadiram a área e abriram fogo contra civis que estavam reunidos em um ponto de encontro da comunidade, ferindo e matando diversas pessoas. A região atacada é predominantemente composta por famílias cristãs. Wikipedia
O ataque não é um episódio isolado. Ele é mais uma página de um livro de sangue que não para de crescer. Dos 4.849 cristãos mortos em todo o mundo por causa de sua fé no último período analisado, 3.490, ou seja, 72% deles, eram nigerianos, um número ainda maior do que os 3.100 registrados no ano anterior. Ufms A Nigéria não é apenas o país mais violento do mundo para cristãos. É o epicentro de um genocídio que o mundo prefere ignorar.
Os métodos utilizados pelos terroristas são variados. Ataques a vilarejos, muitas vezes noturnos, envolvem o assassinato indiscriminado de homens, mulheres e crianças. Homens e meninos cristãos são alvos frequentes, em uma tentativa de eliminar lideranças e impedir o crescimento futuro das famílias cristãs. Mulheres e meninas enfrentam sequestros, estupros sistemáticos, casamentos forçados e escravidão sexual. Igrejas não são poupadas: centenas foram destruídas, juntamente com casas, escolas e plantações. Opus Dei
A Lista Mundial da Perseguição 2026 registrou ainda 25.794 propriedades de cristãos atacadas, incluindo casas e comércios, e 224.129 cristãos deslocados internamente ou refugiados em outros países, sendo 100 mil deles nigerianos vivendo em péssimas condições. Igreja Reformada de
Há algo profundamente perturbador em atacar cristãos no Domingo de Ramos. Como se o ódio quisesse mandar uma mensagem: aqui, Jesus não é bem-vindo. Mas a história da Igreja já respondeu a essa mensagem muitas vezes. O sangue dos mártires, dizia Tertuliano no século II, é semente da Igreja. A perseguição nunca apagou o Evangelho. Pelo contrário, sempre o espalhou.
O que a Igreja no Brasil é chamada a fazer diante disso? Em primeiro lugar, orar. Não como protocolo religioso, mas como ato de solidariedade com o Corpo de Cristo. A Portas Abertas está mobilizando a Igreja global para unir suas vozes pelo fim da violência contra cristãos na África Subsaariana, pedindo que os irmãos na fé ao redor do mundo se juntem em oração para que 2026 não seja mais um ano marcado por derramamento de sangue. Blogger
Em segundo lugar, informar. O silêncio das mídias cristãs brasileiras sobre o que acontece na Nigéria é ensurdecedor. Se não somos nós a falar, quem falará?
"Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele." (1 Co 12.26)
Ore pela Nigéria. Hoje.
Foto por Carlos Magno
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