A MASCULINIDADE SOB ATAQUE: POR QUE A ESQUERDA CULTURAL TEME HOMENS QUE QUEREM SER MELHORES
Quando Juliano Cazarré anunciou um curso sobre masculinidade, paternidade e fé, a classe artística reagiu com hostilidade. O que esse episódio revela sobre o projeto ideológico de emascular o homem e por que a masculinidade cristã é a resposta que este tempo exige.
ARTIGOS
Wender Gabriel
4/28/20265 min read


Quando o ator Juliano Cazarré anunciou o curso presencial "O Farol e a Forja" uma imersão de três dias voltada a temas como liderança, paternidade e espiritualidade cristã, apresentada como o maior encontro de homens do Brasil, a reação de parte da classe artística foi imediata e virulenta. Atrizes como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Elisa Lucinda criticaram o conteúdo do projeto, apontando que o discurso poderia reforçar estruturas machistas e desconsiderar o cenário de violência de gênero no Brasil.
Vale a pena parar e perguntar: o que exatamente nesse projeto ameaça tanto? O curso propõe que cada homem assuma seu papel de líder, pai e cidadão, construindo um legado sólido para sua família e comunidade. Homens sendo encorajados a ser pais presentes, líderes responsáveis e cidadãos íntegros eis o "perigo" que mobilizou figuras públicas a saírem em campo para combater. A pergunta que não cala é: por que isso incomoda tanto?
O que realmente está em jogo
A polêmica em torno do "O Farol e a Forja" não é um debate genuíno sobre violência doméstica. É uma reação ideológica a qualquer tentativa de reafirmar a masculinidade como algo positivo, necessário e insubstituível. O feminismo de terceira onda que hoje pauta grande parte da mídia, das artes e da academia construiu sua narrativa sobre um pressuposto: a masculinidade, em si mesma, é tóxica. Não a masculinidade pervertida, não o abuso de poder, não o homem que agride. A masculinidade como categoria. O homem como gênero.
Essa visão, convenientemente, jamais se aplica a si mesma. Quando se fala em "masculinidade tóxica", ninguém levanta a mão para perguntar sobre a feminilidade tóxica. Quando se contabiliza o feminicídio crime real e gravíssimo que precisa ser combatido, ninguém faz o mesmo exercício sobre a misandria sistêmica, sobre o abandono afetivo de filhos promovido por mães que usam a guarda como instrumento de vingança, sobre os homens que morrem em silêncio sem que ninguém erga uma bandeira por eles. O discurso seletivo da vitimização de gênero não é ciência social. É política.
A Escritura e o homem que Deus criou
A Bíblia não tem dúvida sobre o que é o homem nem sobre qual é o seu papel. Desde o jardim do Éden, a masculinidade foi constituída com propósito: "Tomou, pois, o Senhor Deus o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar" (Gênesis 2.15). Trabalho, proteção e responsabilidade não como opressão, mas como vocação. O homem foi chamado a ser guardião: de sua casa, de sua família, de sua comunidade.
O apóstolo Paulo não tem pudor ao afirmar uma ordem na criação que não é hierarquia de valor, mas distinção de função: "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo" (1 Coríntios 11.3). A mesma lógica cristológica que coloca o Filho em relação ao Pai não rebaixa o Filho; ela o define dentro de uma ordem de amor. Assim também o homem. Sua liderança não é domínio tirânico é serviço sacrificial, à imagem de Cristo que amou a Igreja e a si mesmo se entregou (Efésios 5.25).
O homem cristão não foi chamado a ser fraco, apagado, emocionalmente castrado em nome de uma ideologia de igualação forçada. Foi chamado a ser forte com mansidão, corajoso com sabedoria, presente com amor. Essa é a masculinidade que a Escritura celebra em figuras como José no Egito, Josué na conquista, Davi no pastoreio, Paulo no apostolado e, acima de todos, Jesus de Nazaré que derrubou mesas no templo, enfrentou fariseus e morreu sem que nenhuma palavra de covardia saísse de seus lábios.
O caos da ausência
A sociedade está pagando um preço altíssimo pela desestruturação da masculinidade responsável. Os dados sobre ausência paterna no Brasil não são ideologia: são tragédia mensurável. Jovens sem referência masculina em casa apresentam maiores índices de envolvimento com violência, uso de drogas, evasão escolar e instabilidade emocional. Não porque a mãe seja incapaz a figura da mulher é insubstituível e preciosíssima mas porque Deus criou a família com dois pilares distintos, e retirar um deles não fortalece o outro. Desequilibra a estrutura inteira.
A escritora Juliana Knust, ao defender o curso de Cazarré, argumentou que ignorar o desejo masculino de buscar uma postura mais íntegra pode exacerbar problemas crônicos, como a ausência paterna. É uma observação simples, mas que a ideologia de gênero não consegue responder só atacar.
Quando um homem decide sentar e aprender a ser um pai melhor, um marido mais presente, um líder mais responsável, isso não é machismo. É maturidade. E quando a classe artística cujos projetos financiados por dinheiro público são aplaudidos sem questionamento transforma esse gesto em ameaça, o que está em jogo não é a segurança das mulheres. É o monopólio do discurso sobre o que significa ser humano.
Masculinidade cristã: uma proposta para o caos atual
A resposta cristã a este tempo não é recuar. É anunciar. A masculinidade bíblica não precisa pedir desculpa por existir. Ela precisa ser vivida com integridade e proclamada com clareza. O homem que lê a Bíblia com seus filhos, que honra sua esposa, que sustenta sua casa não apenas materialmente mas espiritualmente, que está presente quando a vida aperta esse homem é subversivo numa cultura que o quer amorfo, anestesiado e calado.
A Igreja precisa ser a voz que o mundo não quer ouvir: homens e mulheres foram criados diferentes, complementares e igualmente necessários. Essa diferença não é uma herança colonial a ser desconstruída. É a marca do Criador sobre a criação. E nenhuma agenda cultural, por mais barulhenta que seja, tem autoridade para reescrever o que Deus escreveu desde o princípio.
Juntos à Mesa refletimos que:
A reação ao curso de Juliano Cazarré revela não uma preocupação genuína com a dignidade humana, mas um projeto de engenharia social que teme a masculinidade responsável porque ela é, por natureza, um obstáculo à dissolução da família. A apologética da masculinidade cristã não é nostalgia é profecia. Numa geração que perdeu seus pais, precisa urgentemente de homens que saibam o que são, por que existem e a quem servem. A Escritura já respondeu essa questão. Cabe à Igreja e aos homens que a compõem ter a coragem de vivê-la.
Referências
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Revista e Corrigida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.
CAZARRÉ, Juliano. O Farol e a Forja — maior encontro de homens do Brasil. São Paulo: Uni Ítalo, 24–26 jul. 2026. Disponível em: divulgação oficial do evento. Acesso em: 27 abr. 2026.
G1/GLOBO. Juliano Cazarré lança curso para 'homens enfraquecidos' e atrizes questionam: 'Discurso que mata mulheres'. 22 abr. 2026. Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 27 abr. 2026.
TERRA. "Por que isso incomoda?": Juliana Knust confronta críticas ao projeto de masculinidade de Cazarré. 27 abr. 2026. Disponível em: terra.com.br. Acesso em: 27 abr. 2026.
STOTT, John R. W. A Nova Sociedade de Deus. São Paulo: ABU Editora, 2007.
Foto/ Instagram Juliano Cazarré
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